JARDIM DISPONIBILIZA-SE PARA VOLTAR À POLÍTICA ATIVA E IR “AGORA” PARA O TERRENO FALAR COM AS POPULAÇÕES

JARDIM DISPONIBILIZA-SE PARA VOLTAR À POLÍTICA ATIVA E IR “AGORA” PARA O TERRENO FALAR COM AS POPULAÇÕES

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Alberto João Jardim criticou os estados gerais do PS por trazerem “mais de 2/3 de cavalheiros de fora” para dizer como a Madeira deve ser governada. Discursando no XVII Congresso Regional do PSD-M, o antigo líder social-democrata comparou o encontro socialista do último fim de semana com a reunião deste fim semana do PSD para dizer: “Olho e aqui não vejo ninguém de fora”.
Na sua intervenção, que logo no início anunciou que iria versar sobre a autonomia, a Madeira feita, os objetivos para o futuro e o PSD-M, elegeu António Costa, secretário-geral do PS e primeiro ministro, como “o adversário” nestas eleições, considerando-o um “partidocrata” e um “homem do aparelho” que “subverteu” os resultados eleitorais.
Falou do “genocídio social do tempo do malfadado” plano de ajustamento financeiro e disse que é em nome da geringonça que as pessoas morrem por causa da greve nos hospitais”.
Duro com o governo socialista, Jardim acusou o executivo nacional de “ter um plano para destruir a classe média portuguesa”, mostrando-se contra o “assistencialismo” e a favor “da criação de postos de trabalho”.
Nas relações entre a Madeira e o continente, o presidente honorário do PSD-M deixou um pedido. “Há uma coisa que peço ao futuro governo da Madeira – e eu sei que será o nosso -: se eles continuarem a nos cortar as pernas, devemos internacionalizar o problema e recorrer aos órgãos internacionais”.
Ao longo do discurso Jardim recuperou várias batalhas antigas que manteve quando estava na política ativa, defendendo o alargamento da autonomia, uma discriminação fiscal para a Madeira e o reconhecimento do Estado pela dívida histórica da Madeira. Para Jardim, face à forma como a República arrecadou impostos na Madeira no período pré-autonomia, no “deve e haver”, “não há dívida na Madeira”.
“Está na altura de fazer um encontro de contas”, disse, considerando que está na altura de o assunto entrar nos dossiers a revolver com Lisboa e desafiar a oposição a posicionar nesta questão.
A propósito, recordou que o Estado espanhol reconheceu a dívida histórica das autonomias, pedindo aos madeirenses para “não se deixarem tomar por tontos”.
Disse que é preciso não deixar a zona franca da Madeira continuar “em águas de bacalhau”, defendendo um regime mais competitivo ao nível de outros já existentes em outros estados membros.
No capítulo das obras publicas, assumiu-se ‘keynesiano’, disse que a Madeira deve “prosseguir com obras públicas”, nomeadamente para “investimentos comprovadamente necessários e reprodutivos”.
Embora não conhecendo o programa da oposição, Jardim antevê que seja dar “mais subsídios chulando os trabalhadores, mais tachos nos organismos, parar o desenvolvimento, obedecer a Lisboa, estatizar a propriedade, perseguir os autonomistas e homenagear os anti-autonomistas”.
Para Jardim, “o Secretariado, os TSD e a JSD vão ter de trabalhar muito e a sério nos próximos meses. Temos de dar a estas três organizações todo o apoio porque vão ser a máquina”, defendeu.
Em ano eleitoral, Jardim sugeriu que o Governo Regional deve tirar o fim de semana para ir a todas as freguesias e conversar com as populações explicando o que tem previsto para cada concelho.
Defendeu ainda a criação de comissões eleitorais em vez de novas eleições para os órgãos locais do partido e assim evitar novas eleições e perdas de tempo ou eventuais desentendimentos.
“Muito cuidado com as listas”, pediu ainda. “Temos de apresentar os melhores que houver em cada sítio, em cada freguesia, em cada concelho. Os melhores. E porquê? A nossa vida partidária vai ter de ser vivida sob a unidade e a qualidade. É nome disto que tem de haver muito cuidado para que as listas não tenham anticorpos que destruam a unidade e a imagem de qualidade”, disse.
Ao longo de uma hora de discurso, Jardim nunca se referiu diretamente a Paulo Cafôfo, candidado socialista à presidência do Governo Regional, dirigindo os seus ataques essenciamente a António Costa e ao PS e governo nacio nacionais.
Jardim mostrou-se, por outro lado, disponível para ajudar ao PSD nas eleições. “Estou à disposição do partido para as reuniões esclarecedoras que o partido entenda ter em cada concelho”.
A ajuda é para começar “agora”, porque “as eleições não se ganham na altura da campanha eleitoral”.
“Este é o momento de falarmos às pessoas, calmamente e sentados”, porque a um mês das eleições de setembro, “as eleições têm de estar ganhas”, afirmou.
Jardim reconheceu ainda que “há coisas” a tratar dentro do partido, “mas não agora”.
“Depois das eleições, cada um dirá o que vai na sua cabeça e na alma”, disse.

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