TRIBUNAL DE CONTAS DECLARA “FALÊNCIA TÉCNICA” NO MADEIRA TECNOPOLO

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Uma auditoria no Pólo Científico e Tecnológico da Madeira, Madeira Tecnopolo, ditou que esta sociedade encontra-se numa situação de “falência técnica”.
A conclusão é do Tribunal de Contas que efetuou uma análise da gestão das Contas a Receber e a Pagar da Sociedade Madeira Tecnopolo, S.A. (MT, S.A.), no período 2013-2016, e suas repercussões no respetivo nível de endividamento.
O TdC concluiu que “o MT, S.A. encontra-se numa situação de falência técnica, apresentando entre 2013 e 2016, um capital próprio negativo superior a 12,7 milhões de euros, que se traduz na incapacidade de satisfizer os seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo, de suportar os custos de exploração, e numa necessidade contínua de financiamento externo”; que “o sistema de controlo interno implementado não só não preveniu o avolumar das dívidas de clientes como revelou uma fraca eficácia na recuperação dos montantes em dívida que, em 31/12/2016, ascendiam a 1,1 milhões de euros dos quais 91,6% se encontravam em mora”, que o MT não diligenciou atempadamente pela cobrança coerciva das importâncias emergentes de dois acordos de pagamento, celebrados no final do primeiro quadrimestre de 2015, que nunca foram cumpridos, pelos clientes Expedita e Gestools, no montante total de 72 315,83€. Em 2016, o MT, S.A. assumiu a incobrabilidade de dívidas não prescritas dos clientes Liberal e Universidade da Madeira, no montante de 15 584,77€ e 16 277,60€, respetivamente, que conduziu a não arrecadação daquela receita” e ainda que “no final de 2016, o valor da dívida a Fornecedores atingiu o montante global de 1,2 milhões de euros (mais 8,9% em relação a 2015), 83% dos quais (979,7 mil euros) respeitantes a fornecimentos de energia elétrica e água. A esse montante acresce uma dívida não reconhecida à Câmara Municipal do Funchal no montante global de 39 003,29€, relativa ao fornecimento de água e tratamento de resíduos do período compreendido entre janeiro e dezembro de 2008”.
Num relatório publicado na página do TdC, é recomedado ao Governo Regional que pondere sobre as condições de continuidade da empresa, equacionando, em especial, o atual modelo de negócio (equilíbrio entre os proveitos e os gastos), o passivo acumulado e os capitais próprios.
Já ao Conselho de Administração da empresa o TdC recomenda que, independentemente das orientações estratégicas que os acionistas venham a definir, que previna o avolumar das dívidas de clientes e desencadeie, sem delongas, as medidas de recuperação de créditos que se mostrem mais adequadas; defina os critérios, procedimentos e mecanismos de controlo da dívida de clientes, e estabeleça formas de atuação uniformes em caso de incumprimento.

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